Tendências sul-americanas (II). Colombia: bad weeds never die

O Plan Colombia:

Although the Plan has evolved considerably since it was approved by the U.S. Congress in July 2000, it has become shorthand for wide-ranging U.S. cooperation with Colombia to assist that country in combating drugs, guerrilla violence, and related institutional and social problems. All told, the U.S. has spent nearly $8 billion on the initiative—more than anywhere outside of the Middle East, and Iraq and Afghanistan since the end of the Cold War.

Há até quem chegue aos 10 bilões, mas o mais importante é a lei de bronze da geopolítica da drogas: coças num lado, tens comichão noutro:

As has happened repeatedly in the four-decade-old drug war, any government pressure applied in a particular location to eliminate drug production or trafficking tends to move it to another place—within a country or to other countries. The so-called balloon effect is rarely disputed, even by proponents of current drug policy.

 

 

Estamos em 2021 e temos Franscisco Ricaurte, ex-presidente da Corte Suprema de Justicia, condenado a 18 anos no âmbito do processo do chamado cartel de la Toga. O juiz recebeu subornos milionários para bloquear investigações a funcionários publicos, governadores, polícias etc , suspeitos e/ ou investigados em processo relacionados com o narcotráfico. Seria mais ou menos o mesmo  do que em Portugal o presidente do Supremo ser preso e condenado pelos mesmo motivos. E há mais magistrados implicados.

 

A extinção oficiosa das FARC produziu várias ondas de choque no que se refere às suas narco-actividades e  resultou, como é obvio, em vários dançarinos a escolher o seu par. As Autodefensas Unidas de Colombia,  o princial grupo para-militar de extrema-direita e de oposição às FARC , e também narcotraficantes,   extinguiu-se  em 2006. Vicente Castaño, o seu líder, reorganizou-se com dois dos seus lugares-tenentes:  Ever Veloza Garcia, do bloco de Calima, e Daniel Rendón Herrera ( "Don Mario") do Bloco Centauro. Nasciam os Urabeños, apenas um exemplo da actual narco-compoisção colombiana. Com a morte de Castaño, Don Mario tornou-se em 2009 o líder dos Urabeños e o mais rico e procurado traficante colombiano: 3000 homicídios creditados entre 2007 e 2009.

As coisas foram evoluindo com alguns sucessos do governo colombiano, só que  hoje  El Carmen de Bolivar e San Onofre são os pontos de contacto com as áreas  de produção de coca controladas pelos Urabeños no sul de Bolívar e no Bajo Cauca, bem como com os  centros de processamento no departamento de Córdoba e Magdalena.  A coca é enviada para o Golfo de Morrosquillo ( ver figura)  e daí para os seus destinos: EUA, via América Central ,e Europa

 

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publicado por FNV às 19:35 | link do post